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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ROUBO DE ANIMAIS: Gustavo Carvalho cobra Patrulhamento Rural da PM na Chapada do Apodi

O deputado Gustavo Carvalho buscou uma solução para o grave problema junto a governadora Rosalba Ciarline, Secretaria de Segurança e Defesa Social, Aldair da Rocha, Delegado Geral de Policia Civil, Fábio Rogério Silva, e ao Coronel Francisco Canindé de Araújo, Comandante Geral da Policia Militar do RN. “Cobrei um patrulhamento rural e um serviço de inteligência nos municípios que formam a Chapada do Apodi, a fim de combater o roubo de animais e assaltos naquela região”, comentou o deputado.

Preocupado com o grande número de assaltos ás propriedades rural dos municípios de Apodi, Felipe Guerra, Baraúna e Dix-sept Rosado, todos encravados na Chapada do Apodi, o vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual, Gustavo Carvalho (PSB), protocolou documentação junto á Secretário de Segurança e Defesa Social, solicitando patrulhamento rural em todas as comunidades rurais afetadas com o problema da insegurança que tem tirado a tranqüilidade do homem do campo.

A solicitação do deputado Gustavo Carvalho foi feita após encaminhamento de pedidos por parte dos pequenos criadores e produtores rurais da região que estão preocupados com a atual situação de insegurança com que passa as famílias que morra no campo.

Quando justificava o seu pleito no Plenário da Assembléia Legislativa potiguar, o deputado Gustavo Carvalho, disse que diariamente recebe em meu gabinete, reclamações de pequenos criadores e produtores rurais da Chapada do Apodi, sobre altos índices de criminalidade, principalmente assaltos e roubos de bodes nas pequenas propriedades da região, que tem tirado o sossego do homem do campo.

“Não preciso aqui destaca que na Chapada do Apodi tem um dos maiores rebanho de caprinos e ovinos do território potiguar, mas os constantes roubos de animais têm feito com que esse rebanho venha desaparecer. Existem relatos de roubos de ate 70 caprinos de uma só vez”, lamentou o parlamentar.

Em toda essa região tem se registrado inúmeras ocorrências de roubo de animais, assassinatos, invasões de propriedades entre outros crimes, daí a urgência em se fazer esse patrulhamento. Devido à falta de segurança no campo, vários produtores rurais já deixaram o campo. Outros já não mais criam caprinos.

“Toda a região vem passando por um grande movimento migratório interno, ocasionando altos índices de violência, a ponto de atingir até mesmo a zona rural daquela região. ASFOCO - Associação de Fomento e Caprinovinocultura, esta organizando uma Audiência Pública para discutir a falta de segurança na Chapada do Apodi, e tem o meu total apoio”, destacou o deputado ressaltando o grande compromisso que tem com o povo da região oeste.

Por Marcio Morais
Blog Marmota Apodiense

FALTA DE ESTRUTURA AMEAÇA PRODUÇÃO DE MEL

Apodi é o maior produtor de mel do Rio Grande do Norte. É também a partir desse município que é escoada a maior parte do produto colhido todo ano. Porém, mais uma vez, a falta de estrutura dificulta a vida das famílias e põe em risco uma cultura que já está consolidada na região. Mais que renda, a apicultura tem sido responsável pelo reflorestamento da caatinga.
O problema é que Apodi só dispõe de um entreposto para armazenar e comercializar toda a produção. Ainda por cima, o prédio, único com Selo de Inspeção Federal (SIF), está localizado na comunidade de Laje do Meio, a 30km da zona urbana.
A Cooafap, por exemplo, já produziu 180 toneladas de mel e, se não fosse o entreposto de Laje do Meio, estava impossibilitada de comercializar o produto. Outra que depende do centro de comercialização é a Cooperativa Potiguar de Apicultura (COOPAPI), que só em 2011 recebeu de seus sócios mais de 130 toneladas do produto. 70% mais do que em 2010.
Desde dezembro do ano passado, os agricultores receberam o prédio do novo entreposto de Apodi, localizado na estação experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), a 5km da cidade. Porém, o governo anterior não deu a contrapartida exigida pelo governo federal para que fossem implantados os equipamentos de produção.
De acordo com a Coopapi, desde então, um investimento de R$ 100 mil em máquinas está sendo aguardado. A dificuldade maior é que, como o projeto pertence ao Estado, só o Executivo pode fazer os investimentos. No início deste ano, os coordenadores da Cooperativa estiveram com a governadora Rosalba Ciarlini, que garantiu resolver a situação, mas até o momento nada foi feito.
Além de não ter entreposto, o Ministério da Agricultura reprovou ainda todas as casas de mel construídas na região, alegando inadequações nos projetos liberados por seus próprios técnicos.

Materia: José Paiva
Jornal de Fato

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Governo vai rever projeto de irrigação da chapada do Apodi

Embora o Ministério da Integração já tenha incluído o projeto de irrigação da Chapada do Apodi no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, a obra vai ter que esperar um pouco mais além das outras. É que está havendo divergências quanto ao modelo de aproveitamento das águas da barragem de Santa Cruz.

Entidades ligadas ao campo consideram que a atividade de agricultura familiar será prejudicada caso sejam instaladas empresas para explorar o agronegócio, e reclamam de desapropriações que terão que ocorrer, além de outros impactos ambientais. Já o Governo defende que não há como desenvolver o campo se essas atividades forem dissociadas.

Porém, o projeto só será implantado se for bom para as partes. Foi o que garantiu o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, ao receber nesta segunda-feira, 19, uma comitiva de representantes de entidades do setor rural, acompanhados da governadora Rosalba Ciarlini, ministro Garibaldi Filho, deputados Fátima Bezerra e Fernando Mineiro e o diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS, Elias Fernandes.

O projeto prevê a irrigação de 5 mil hectares com investimentos de R$ 240 milhões. Segundo os representantes das entidades do campo, se ele for concebido do jeito que está, 305 pequenos irrigantes serão prejudicados.

O ministro Fernando Bezerra propôs que sejam elaboradas duas novas propostas. Uma, por essas entidades; outra, por técnicos do Ministério, para que seja elaborado um projeto de consenso. "É importante para o RN que o projeto de irrigação da chapada do Apodi seja colocado no PAC, mas precisamos aprimorá-lo", aconselhou o ministro, admitindo que o projeto será redimensionado para atender os interesses das comunidades e dos governos federal e estadual.

A governadora Rosalba Ciarlini assegurou que todos os esforços para que o novo projeto seja elaborado dentro desse propósito será feito pelo Governo do Estado. "Podem contar com as Secretarias de Agricultura e da Reforma Agrária", ressaltou Rosalba.

Dentro de 15 dias haverá uma reunião em Natal com a presença de representantes do Ministério de Desenvolvimento Agrário, DNOCS, Fetarn, Agência de Articulação do Semi-Árido (ASA) e Governo do Estado. Depois, a proposta será levada ao Ministro. "Deveremos ter uma posição até o fim de agosto", previu o ministro, dizendo que o novo projeto terá que dar segurança hídrica e atender à meta de desenvolvimento sustentável.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Governo do RN (www.rn.gov.br)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ministro manda rever projeto da chapada

Brasília/Apodi - Os pequenos agricultores da Chapada do Apodi conseguiram ontem uma vitória no Ministério da Integração Nacional na luta contra o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), sobre como aproveitar a água da Barragem de Santa Cruz, em Apodi. O Dnocs propõe transpor as águas para uma região da chapada e os agricultores defendem que a água da barragem seja usada para fomentar a agricultura familiar.

A reunião foi realizada no gabinete do ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, ao meio-dia de ontem, com a presença da governadora Rosalba Ciarlini, do senador/ministro Garibaldi Alves, da deputada federal Fátima Bezerra, deputado estadual Fernando Mineiro, e uma comitiva de agricultores do município de Apodi e também da região do Vale do Jaguaribe. Também participou da audiência o presidente do Dnocs, o ex-deputado federal Elias Fernandes.
Os primeiros debates foram vencidos pelos grandes produtores que fortalecem a ideia da agroindústria em território do Rio Grande do Norte e do Ceará. O Dnocs já estava trabalhando (realizando audiências públicas) para desapropriar uma área de 14 mil hectares na chapada do Apodi e investir um valor aproximado a R$ 280 milhões na instalação de um sistema adutor e a instalação da estrutura de alvenaria na região da Chapada do Apodi para assentar 351 agricultores.

Entretanto, o projeto de criação do Distrito Irrigado da Chapada do Apodi não recebeu o aval dos produtores da região. Alegam vários motivos. O primeiro foi exposto pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, Edilson Neto. "O Dnocs está querendo fazer o inverno da reforma agrária. É que esta área que está para ser desapropriada pertence a centenas de pequenos produtores rurais e depois seria para grandes produtores", explica Edilson Neto.

O segundo problema foi exposto pela engenheira florestal, mestre em Meio Ambiente e doutora em Agricultura Tropical, Verlândia Morais. Segundo ela, esse tipo de distrito irrigado proposto pelo Dnocs para a Chapada do Apodi tem vários fracassados pelo Nordeste. Exemplos não faltam. Verlândia observa o alto custo de manutenção do sistema adutor (energia) e também da estrutura de distribuição de água dentro do distrito irrigado.

De forma mais incisiva, a doutora Raquel Rigotto, professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, declarou que a grande quantidade de agrotóxico usada pelo agronegócio está causando uma série de doenças crônicas na população rural, alem de prejuízos evidentes à economia das famílias. Assim como os demais, Rigotto orienta a necessidade de mais investimentos na agricultura familiar.

Segundo Procópio Lucena, coordenador da Articulação do Semi Árido (ASA), o caminho correto para aproveitar o potencial hídrico da barragem de Santa Cruz, assim também como da Barragem de Umari, é investir na agricultura familiar. No caso de Apodi, o melhor é fazer o sistema adutor para irrigar a região de várzea nos períodos de estiagem por gravidade. Ao menos é isto que os pequenos produtores querem e estão dispostos a ir às ruas por isto.

Todas as questões foram expostas ao ministro Fernando Bezerra ontem pelos representantes legais dos trabalhadores da região de Apodi e também do Vale do Jaguaribe. O presidente do Dnocs, Elias Fernandes, assistiu a tudo. Em alguns momentos ainda tentou sustentar a sua tese de que o melhor é investir no agronegócio na Chapada do Apodi, mas seus argumentos apresentaram-se fracos diante da quantidade e a qualidade técnica versado no sentido contrário.
FONTE: Jornal de Fato