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terça-feira, 17 de abril de 2012

Meteorologistas do Nordeste voltam a se reunir em Maceió (AL)

O gerente de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Bristot, participará da reunião dos meteorologistas do Nordeste, nos dias 26 e 27 próximos, em Maceió (AL). Será uma reunião de análise climática para a região leste do Nordeste. Eles vão elaborar a previsão para os meses de maio, junho e julho. A previsão até o momento é de chuvas próximo da normalidade para a região leste do Nordeste brasileiro.

Nessa primeira quinzena do mês de abril, esperava-se uma mudança na ocorrência de chuvas na região semiárida do Estado, fato não observado, mesmo com a zona de convergência Intertropical posicionada próximo da região Nordeste, as poucas chuvas ocorridas restringiram-se a algumas áreas das regiões de Mossoró, Vale do Açu e Médio Oeste. Para o restante do mês, a tendência é de que as chuvas continuem ocorrendo de forma bastante irregular nas distribuições temporal e espacial.

De acordo com o monitoramento da Gerência de Meteorologia da EMPARN, 2012 tem apresentado uma irregular distribuição temporal e espacial das chuvas. Isso é resultado das condições não favoráveis dos oceanos Pacífico e Atlântico apresentadas durante os meses de janeiro e fevereiro de 2012. No Pacífico, a condição de neutralidade na temperatura das águas superficiais não tem interferido na ocorrência de chuvas na região, mas o Oceano Atlântico, com o setor sul deste oceano apresentando águas mais frias do que o normal, tem prejudicado a ocorrência de chuvas principalmente durante o mês de março, que segundo a climatologia é um dos meses, juntamente com o mês de abril, que apresentam maiores índices pluviométricos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Emparn desaconselha plantio de milho

Uma das culturas mais tradicionais de Mossoró e região está ameaçada neste ano de 2012. O plantio de milho está sendo desaconselhado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). O meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, explica que o motivo é a incerteza sobre a quantidade de chuvas suficiente para segurar uma lavoura de milho cultivada agora. "O desenvolvimento de um plantio de milho leva em torno de 80 dias, ou seja, teríamos que ter chuvas frequentes até junho para que a plantação não se perca", argumenta.
Bristot destaca que o mais indicado para os agricultores de Mossoró e toda região Oeste é o plantio de culturas mais perenes como o feijão, de produção mais precoce.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Mossoró, Francisco Gomes, reconhece ser um pouco tarde para plantar milho. Entretanto, ele observa que os agricultores estão trabalhando com uma semente mais precoce, que leva entre 55 e 60 dias para chegar ao ponto de colheita. "Houve uma retomada das chuvas no final de semana e se continuar assim ainda dá para plantar e tirar uma boa safra", opina o sindicalista.
Entretanto, o mesmo pensamento otimista não é compartilhado pelos agricultores. Na localidade de Passagem do Rio, dois deles se mostraram pessimistas com a safra deste ano.
Seu Nicácio Carmo de Medeiros diz que o inverno está "muito feio", bem longe do que ele esperava. "Estou sem muita fé. A chuva era para ter começado em fevereiro e está acabando março e praticamente nada", justifica o pessimismo.
O agricultor que já fez um plantio de milho em fevereiro, mas a lavoura não vingou. "Mas se o inverno 'pegar' eu volto a plantar de novo", assegura, sem preguiça, no alto dos seus 60 anos de vida.
Já seu Antônio de Medeiros Lopes, ou Antônio Mossoró, como é mais conhecido, foi mais longe e plantou três hectares de terra com milho a partir de meados de fevereiro. Agora, com pés de milho de todos os tamanhos lhe cercando, o agricultor espera pelas chuvas para não perder o seu trabalho. "Se tivesse chovido mais, os pés de milho já estariam bem maior. Mas se voltar a chover dá para salvar a lavoura", pondera.
Se o inverno não for bom, vai prejudicar também o programa de Banco de Sementes do Governo do Estado. Neste ano, estão sendo distribuídas 390 toneladas de sementes para reabastecimento dos bancos, sendo 150 toneladas de milho.

Agricultores compram milho para animais
A safra de 2011 já não foi das melhores e a expectativa pouco otimista para este ano está deixando os agricultores preocupados. É que sem colher, os produtores rurais são obrigados a ir às compras "na cidade" em busca de alimento para a família e os animais. Seu Nicácio conta que precisa comprar feijão para a família e milho para "os bichos". "Um saco de milho (com 60 quilos) está custando R$ 80,00. É um dinheiro que poderia ser economizado se a safra tivesse sido boa", argumenta. Seu Antônio Mossoró lembra que colheu 112 sacos de milho na safra passada, que serviu de alimento para a família, animas e sobrou até para vender. "Já neste ano, eu estou achando que vou ter que comprar", observa. Jornal DeFato

sábado, 24 de março de 2012

Emparn volta falar de inverno, mas com chuva abaixo da média

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) voltou a falar de inverno para o semiárido, mas com um discurso oposto do que foi dito no início do ano, quando disse que, em 2012, o inverno seria com chuvas acima da média. O meteorologista Gilmar Bristot informou ontem que as chuvas no interior do Estado, durante o inverno, serão normais ou abaixo do normal. Já no litoral da Região, há preocupação com os ventos que podem ocasionar chuvas fortes.
Ele participou, em Recife/PE, da reunião de Análise e Previsão Climática para o setor Norte do Nordeste do Brasil, que confirmou a previsão de chuva para o sertão e litoral potiguar.
Segundo Gilmar Bistrot, as chuvas só deverão cair a partir da próxima semana na região semiárida do Estado. No litoral, as precipitações deverão se concentrar mais nos meses de abril, maio e meados de junho. Ele chama a atenção para a possibilidade de ocorrência de chuvas mais fortes nessa região. "É preciso ficar atento e nós vamos emitir boletins de alerta quando necessário", disse.
Uma análise da previsão das condições oceânicas e atmosféricas da Emparn, realizada em novembro passado, mostraram a continuidade do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico Equatorial. Há tendência de que permaneça assim até o primeiro semestre de 2012.
"Anomalias positivas da temperatura da superfície do mar aliadas a um predomínio de normalidade no Oceano Atlântico indicam tendência de chuvas variando entre normais e acima da média sobre o Nordeste do Brasil", disse Bristot.
A previsão da entidade bate com a preocupação da Federação dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte (FETARN) que classifica a situação do sertão como "bastante complicada". De acordo com o coordenador Manuel Cândido, se não chover até o início de abril, pode-se dizer que o estado não terá safra.
As chuvas do início do ano animaram os agricultores, mas os longos períodos de estiagem arrefeceram as expectativas. Em Luis Gomes, onde existe um grave problema de falta de água, por exemplo, já choveu mais de 300 milímetros no acumulado do ano. No entanto, como as precipitações aconteceram isoladamente, essa água praticamente não foi aproveitada. De acordo com o comerciante Alguiberto Morais, o açude Lulu Pinto não formou nenhuma poça.
Independente disso, o Governo do Estado abasteceu os mais de mil bancos de sementes e na quinta-feira, 22, assinou o convênio do programa Terra Pronta para garantir o corte de terra das famílias rurais. A esperança agora é que, dessa vez, a previsão da Emparn se concretize, mesmo com chuvas irregulares, para que os trabalhadores não percam o que já foi plantado. DeFato

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Previsão é de bom inverno para o interior em 2012


Os agricultores potiguares podem renovar as esperanças de boa safra para os próximos meses. O primeiro trimestre de 2012 promete ser chuvoso em boa parte do Rio Grande do Norte. A previsão é dos meteorologistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn) apresentada na Reunião de Análise e Previsão Climática para o setor Norte do Nordeste do Brasil ocorrida nos dias 15 e 16 deste mês, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Há um dia para o início do verão [a estação começa amanhã, dia 22], o meteorologista Alexandre Santos, afirma que a quantidade de chuva que cairá nos três primeiros meses vindouros será igual ou maior que a registrada no mesmo período desse ano. "Acreditamos que ocorrerá o mesmo que aconteceu esse ano: precipitação maior tanto no Litoral como no Semi-Árido", disse.
Hoje, 67 municípios do RN são atendidos pela Operação Pipa

A seca que atingiu o Estado em 2010, de acordo com o estudioso, está descartada. Em janeiro e fevereiro, haverá boa quantidade de chuva, porém, será em março, segundo as previsões, que as precipitações ficaram mais volumosas. O aumento na quantidade de água será causado pelo fenômeno La Niña. "Além disso, vamos sofrer ação das zonas de convergência e a média de chuva será de 300mm para o Estado", avisou.

De acordo com a análise e previsão das condições oceânicas e atmosféricas da Emparn realizadas no mês passado, mostram a continuidade do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico Equatorial. Há tendência de que permaneça assim até o primeiro semestre de 2012. Anomalias positivas da temperatura da superfície do mar aliado a um predomínio de normalidade no Oceano Atlântico, indicam tendência de chuvas variando entre normais e acima da média sobre o Nordeste do Brasil. "Nesse contexto, o RN apresentará, no primeiro trimestre, uma condição dentro da normal a acima da média histórica", informou Alexandre.

Apesar dos primeiros meses desse ano terem sido considerados bons com relação a quantidade de chuva, algumas regiões convivem com uma seca assustadora. Atualmente, 67 municípios precisam de assistência do Exército para suprir a necessidade de água. A chamada "Operação Pipa", comandada pelo Comando Militar do Nordeste (CMNE), leva água em carros-pipa para as diversas localidades do Estado [leia entrevista e box]. Mesmo com o prognóstico positivo do Emparn, a operação deve continuar nos próximos meses.

O relatório da Reunião de Análise e Previsão Climática para o setor Norte do Nordeste do Brasil registra ainda que o RN tem como característica a alta variabilidade espacial e temporal dos índices pluviométricos. "Isto significa que algumas localidades poderão receber uma quantidade de chuvas maior do que outras, não sendo descartada a possibilidade de ocorrência de chuvas de intensidade moderada a forte em algumas áreas devido alguns sistemas transientes", explicou Alexandre Santos.

Municípios potiguares atendidos pela Operação Pipa

Apodi, Alexandria, Caraúbas, Governador Dix-Sept Rosado, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes, Upanema, Santa Cruz, Assu, Santana do Matos, Timbaúba dos Batistas, Tangará, Barcelona, Boa Saúde, Bodó, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Espírito Santo, Japi, Jundiá, Lagoa de Velhos, Lagoa D'Anta, Lages Pintadas, Nova Cruz, Passagem, Riachuelo, Santo Antônio, São José do Campestre, São Paulo do Potengi, São Pedro, Serra de São Bento, Serrinha, Várzea, Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Angicos, Bento Fernandes, Brejinho, Fernando Pedroza, Florânia, Ielmo Marinho, Jandaíra, Jardim de Angicos, João Câmara, Lagoa de Pedra, Lagoa Salgada, Lajes, Monte das Gameleiras, Parazinho, Passa e Fica, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Porto do Mangue, Santa Maria, São Bento do Norte, São Tomé, São Vicente, Senador Elói de Souza, Tenente Laurentino Cruz, Touros, Caicó, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos, Equador, São João do Sabugi, Parelhas

[Fonte: Comando Militar do Nordeste (CMNE)