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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

DEFESA CIVIL DESTACA ÁREAS COM RISCO DE INUNDAÇÃO

A Defesa Civil do Governo do Estado apresentou na tarde de ontem, 31, o primeiro relatório das áreas afetadas e áreas de risco em seis municípios atingidos pelas fortes chuvas deste ano. No período de 19 a 26 de janeiro, representantes da Comissão de Defesa Civil (CODEC), composta pela Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC) e Corpo de Bombeiros visitaram seis municípios que apresentam áreas de risco: Assu, Jucurutu, Ipanguaçu, Apodi, Tangará e São Paulo do Potengi. O relatório mostra problemas pela falta de conservação nos reservatórios, assoreamento de rios e obstrução de passagem para dar vazão às águas.

EMPARN emitirá boletins diários

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte vai emitir boletins diários com as previsões de chuva em todo o Estado para as próximas 72 horas. A medida se justifica pelo fato das previsões para o período de três dias serem de maior credibilidade e oferecer tempo suficiente para a adoção de medidas pela Defesa Civil para atender as populações em áreas de risco.

Segundo o gerente de meteorologia da Emparn, Gilmar Bistrot, as chuvas com índice equivalente ou superior a 50 milímetros exigem maior atenção. Ele explica que os boletins com a previsão das chuvas irão inclusive informar os horários.

Gilmar Bistrot informa que as análises da última semana sobre a previsão de chuvas mostram o resfriamento do Oceano Atlântico Norte, o que gera condições para chuvas acima do normal no Estado, a exemplo do que aconteceu em 2009, quando foram afetados municípios do Vale do Açu e da Chapada do Apodi.

Fonte: Jornal de Fato

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MUDANÇAS CLIMÁTICAS ANUNCIAM PERÍODO PRÓSPERO DE CHUVAS



Cada ano que começa inicia-se um novo ciclo de esperança para os nordestinos. Quem precisa de chuva reza para que o ano novo tenha um bom inverno. E, segundo as previsões meteorológicas para o Estado este ano, as preces dos agricultores serão atendidas. Segundo a última reunião de meteorologistas no Nordeste, realizada em João Pessoa no mês de dezembro, o inverno na parte norte da região, onde está o Rio Grande do Norte, deve ser de bom a regular.

Segundo o meteorologista José Espínola Sobrinho, as chuvas deverão ficar dentro da média em algumas localidades e um pouco acima em outras. As chances de um inverno bom para a região é de 35%, para um inverno regular a probabilidade cresce para 45%. As chances de termos um inverno ruim é pequena, apenas 20%. "O período de chuvas na nossa região depende da zona de convergência intertropical, que é uma camada de nuvens que se forma no oceano Atlântico".

Essas nuvens trazem umidade e chuva para a região Nordeste. "A zona de convergência já começa a atuar na nossa região dando sinais de que o período chuvoso está prestes a começar", explica o especialista. Oficialmente, as chuvas que atingem Mossoró acontecem no período de fevereiro a maio e os meses de março e abril são comprovadamente os mais chuvosos.

Mas, para o pesquisador, já no final deste mês a quantidade de chuvas na cidade pode aumentar. "O tempo já está mudando. Estamos tendo algumas chuvas, o tempo está nublado e o calor é muito forte. Todas essas características são indicativos de que o período chuvoso que se aproxima. A atmosfera está se preparando", diz. As chuvas isoladas que atingem não só Mossoró, como outras cidades da região Oeste já animam os agricultores.

Francisco José da Silva é produtor de caju em Serra do Mel e já comemora os primeiros pingos que caem sobre a terra seca. "Para a gente da Serra, vai ser muito bom, porque o ano passado o inverno foi fraco e a safra foi muito pequena. A gente espera que este ano seja melhor, porque a gente vive disso", justifica. Se para o setor de caju a chuva trará novo ânimo, para a produção de melão e sal, o fenômeno natural é considerado um inimigo da produção.

No caso do sal o período de chuvas representa a suspensão total das colheitas que só são retomadas após o fim desses meses. Os empresários passam a comercializar apenas o que estocaram durante todo o ano, provocando aumento do preço do produto. Com o melão, o problema é semelhante, quando começa a chover os frutos sofrem com doenças causadas pela umidade. A umidade do solo também apodrece o fruto ou ainda faz com que ele perca um pouco a qualidade, inviabilizando a exportação.

Até agora as precipitações isoladas ainda não provocaram danos sérios a esses dois setores. Mas as chuvas esporádicas tendem a se homogeneizar a partir do final de janeiro e início do mês de fevereiro. O sentimento da população que mora em áreas próximas ao rio é de apreensão. A costureira Josefa Moreira, que mora no bairro Ilha de Santa Luzia, conta que os moradores tentam se preparar para não passar pelo mesmo sofrimento de dois anos atrás. "A água invadiu as casas. Na minha, chegou a mais de um metro e o prejuízo foi enorme. A gente não tem como sair daqui e tem que rezar para não acontecer o mesmo".

Para o meteorologista, a possibilidade de novas enchentes não significa que as chuvas devem cair além da média normal do município, que é de 700mm por ano. "Para ter enchente em Mossoró, basta chover o normal porque as construções invadiram o rio. Não posso dizer que vai ter enchente na cidade, pois as pessoas ficariam apavoradas, mas pela minha experiência sei que basta chover o normal para isto acontecer", alerta.

A próxima reunião de meteorologistas que fechará uma previsão ainda mais precisa sobre o período na região Nordeste deve acontecer na segunda quinzena de fevereiro em Natal. "Mas as previsões devem ser confirmadas, já que o fenômeno conhecido como La Niña indica se o período chuvoso será bom. As temperaturas do oceano Pacífico já estão 1,5° acima do normal, o que já configura o fenômeno. Todas as vezes que tivemos o La Niña, tivemos boas chuvas", explica Espínola.

As previsões são otimistas e os meteorologistas esperam que elas se confirmem, já que a região Oeste necessita de chuvas. "Vamos torcer apenas para que as chuvas sejam bem distribuídas, que não tenhamos veranicos longos - períodos sem chuvas - nem chuvas de grande intensidade", analisa o meteorologista.

Reportagem: Amanda Melo - Jornal O Mossoroense
Imagem: Google imagens

terça-feira, 16 de novembro de 2010

EMPARN PREVÊ INVERNO EM JANEIRO




A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) informa que o inverno no próximo ano será normal. Alerta que o período chuvoso começa até no máximo 20 de janeiro. A informação foi divulgada após reunião realizada há poucos dias em Natal, com a participação de meteorologistas de várias regiões do país.

No caso das cidades abastecidas pela Armando Ribeiro Gonçalves, não existe do que se preocupar. Segundo os técnicos do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), a Armando Ribeiro tem água suficiente para suportar três anos de seca. Abastece mais de 40 cidades, onde moram mais de 600 mil habitantes.

As barragens de Umari, em Upanema, e Santa Cruz, em Apodi, tanto faz o inverno começar logo ou não, pois não tem suas reservas aproveitadas. Urgente mesmo é com relação aos reservatórios de Campo Grande, Caraúbas, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes, Pilões, Lucrécia e Umarizal. É imprescindível que o inverno comece logo no início do ano, principalmente a Barragem de Pau dos Ferros, que está com 45% de sua capacidade.

Fonte: Jornal de Fato

O PASTO ACABOU E AGORA?

O abastecimento na zona rural das cidades da região do Alto Oeste está comprometido em decorrência do inverno fraco. Os açudes de pequeno porte estão secos e os de médio porte, em sua maioria, estão com o volume de água imprópria para consumo humano. Já os grandes reservatórios oscilam entre 40% e 60% de sua capacidade total de armazenamento. O rebanho está sendo alimentado com farelo de milho e as casas abastecidas com carro-pipa.

Na zona urbana, o abastecimento é feito pela Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) em dias alternados. Não preocupa. Mas na zona rural, o cenário é preocupante. Se não chove, a safra não vinga e o alimento dos animais fica escasso. No caso da região Oeste do RN, água até existe (às vezes provenientes de poços), tanto para o abastecimento humano como animal. O que não existe mais é pasto. A vegetação secou.

Fonte: Cezar Alves Jornal de Fato