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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"Comecei com apenas 16 cabras , hoje já estou com mais de 200 animais"

Fotos: Marcos Lima

Morador do assentamento São Romão, José Kerginaldo Torquato, 38 anos, pensava no que investir para mudar de vida garantindo o sustento de sua mulher e dois filhos.

Após participar de um "dia de campo", o agricultor resolveu procurar outro rumo, e escolheu a caprinocultura. Foi então que tomou a iniciativa de fazer um empréstimo através do Programa Nacional de Agricultura Familiar (PRONAF), e investir na compra de cabras leiteiras. "Com o empréstimo que eu fiz, comprei 16 cabras leiteiras, e fui ganhando gosto com o trabalho a cada dia. Hoje, após quatro anos de labuta, já estou com mais de 200 animais, que se tornaram minha fonte de renda para o sustento de minha família", comemora o criador/agricultor.

Além do apoio do Pronaf, o pequeno criador contou com o auxílio da Associação dos Criadores de Caprinos do Rio Grande do Norte, que explicou a parte técnica do programa, e auxiliou na ajuda ao desenvolvimento do trabalho.

Além de tirar leite das cabras, a alimentação é produzida no próprio assentamento, para reduzir os custos. "No começo, comprava uma saca de milho por 12 reais e hoje já está custando 42 reais. Por isso, a alimentação energética das cabras está sendo feita aqui mesmo em nossa propriedade, com as palmas, que alimenta e dá energia, e sendo produzida aqui mesmo, diminui os custos", disse Kerginaldo Torquato.

Para ele, apesar do governo do estado não ter valorizado o preço do leite de cabra, apostar na criação de caprinos foi a coisa certa. " Estava querendo algo que eu pudesse ser meu próprio patrão, e com a criação de caprinos eu consegui realizar esse sonho, e não faço a criação apenas por criar. Gosto do que faço e tenho animais de qualidade, ganho o sustento de minha família trabalhando no que gosto, na minha propriedade, e com o apoio e a companhia de minha família", conta emocionado.

Leite de cabra é nutricional e ganha destaque na alimentação infantil

O crescimento do segmento de caprinos ganha a cada dia mais destaque, e o sonho de Kerginaldo Torquato, terá continuidade quando puder aumentar a produção de leite.

A massificação do consumo do leite de cabra se deu sustentada pelo uso terapêutico na alimentação infantil sob a forma do produto em pó. Dados da ONU - Organização das Nações Unidas mostram que entre 3% e 5% das crianças do mundo apresentam intolerância ao leite bovino. E o leite de cabra é um excelente substituto para indivíduos com tal intolerância.

"Quando comecei a trabalhar, o litro de leite custava R$ 1,05, hoje custa R$ 1,30, por isso precisamos de incentivos por parte do governo do estado, para que nossa atividade continue garantida", disse.

Por serem menores e mais dóceis, as cabras foram trazidas para o Brasil na década de 50, em navios , no lugar das vacas para garantir o suprimento de leite das tripulações vindas de Portugal.

Pequenas, produtivas e resistentes, as cabras são velhas conhecidas dos brasileiros. Apesar disso, levaram 450 anos para saltar da condição de animal de subsistência para o status de espécie comercialmente rentável. Ainda que na nossa região existam raças mestiças extremamente rústicas, criadas há décadas soltas a pasto, o rebanho brasileiro vem ganhando a cada dia, mais representatividade comercial. Correio da Tarde...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DESENVOLVIMENTO DA CAPRINICULTURA NO RN

A governadora Rosalba Ciarlini participou na noite desta sexta-feira, 8 de Abril, da abertura da XV Exposição de Caprinos e Ovinos do Potengi, que aconteceu na cidade de São Paulo do Potengi. Na abertura, muita animação com a entrada de um cortejo cultural trazendo apresentações do projeto Pau e Lata, Peti, Grupo de Idosos, escolas estaduais e municipais e a apresentação da Banda Filarmônica de São Tomé.

A caprifeira de São Paulo do Potengi, como o evento é mais conhecido, cadastrou 38 expositores de caprinos das raças Saanen, Murciana, Boer e Toggenburg e ovinos das raças Dorper, Santa Inês e Morada Nova. Já os cinco expositores de bovinos participantes trouxeram animais das raças Pardo Suíço e Sindi.

Além das exposições e leilões, também será oferecido no evento um circuito gastronômico com o "Festival do Caprino e Ovino". Serão ministrados na caprifeira treinamentos e oficinas (Montagem da Cozinha Escola) e disseminação de novas técnicas de preparo das carnes de bodes, carneiros e ovelhas.

O secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Sape, Betinho Rosado, destacou que feiras como essas, voltadas para o setor agropecuário, geram, sobretudo, oportunidades de agregar valor ao processo de criação e abate do rebanho, contribuindo para geração de emprego e renda na região. "É a hora que o produtor pode usar para vender, conhecer novidades e aprender novas técnicas que aumentem o valor do que é produzido. Espero que todos aqui sejam muito felizes nos negócios", disse Betinho.

A feira vai até o dia 10 de abril e segundo o prefeito de São Paulo do Potengi, José Azevedo Lopes, a atividade de criação de cabras e ovelhas na região foi um negócio que deu certo. "Começamos com uma feira pequena e hoje temos um evento de referência na região. Incentivamos essa atividade participando do Programa Compra Direta, por exemplo, oferecendo na nossa merenda escolar essa carne tão saborosa", disse Azevedo.

A governadora Rosalba Ciarlini lembrou do começo da feira, que hoje é um evento de referência para a região. De acordo com a governadora, as atividades agropecuárias do estado devem ser incentivadas dentro das condições que o clima e solo oferecem. "Todos nós precisamos do homem do campo, mas queremos também que as atividades do campo possam ser desenvolvidas com resultados que dêem dignidade para essas pessoas", disse Rosalba.

Para a governadora, o impacto econômico dos produtos obtidos a partir da criação de ovinos e caprinos, como o leite e a carne, pode ser ainda maior para os produtores. "Em muitos restaurantes, um dos pratos mais caros servidos são à base de carne de cordeiro, que nós podemos produzir em nosso estado. Temos que fazer mais feiras como essas para elevar padrões de fitossanidade e manejo para sermos mais competitivos e ampliarmos o mercado", disse.

Além da Sape, o evento contou com a parceria do Idiarn, Emater e Emparn.
Também participaram do evento o diretor presidente da Emparn, José Geraldo Medeiros; o presidente da Emater, Sebastião Ronaldo; e representantes de associações e federações ligadas à criação de animais no Rio Grande do Norte.

portal do RN

Por Assecom-RN