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segunda-feira, 19 de março de 2012

Desarticulação de serviços de assistência técnica dificulta acesso de produtores a tecnologias da Embrapa

O desmantelamento dos serviços de assistência técnica no país por décadas, e sua dificuldade de se reorganizar, é um entrave para que a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da Embrapa cheguem aos produtores, principalmente os pequenos produtores, a avaliação é do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes.

O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, disse que o desmantelamento dos serviços de assistência técnica no país por década é um entrave para que a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da estatal cheguem aos produtores

O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, disse que o desmantelamento dos serviços de assistência técnica no país por década é um entrave para que a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da estatal cheguem aos produtores

"A gente depende das redes de extensão rural. A gente tem feito capacitação, o problema é que as empresas públicas de extensão rural, com algumas exceções, estão ainda numa situação muito crônica. Elas foram muito desarticuladas ao longo dos anos e, para reconstruir, é complicado", disse à Agência Brasil. Para Arraes, isso levou à perda de recursos humanos e à má remuneração dos profissionais.

O presidente da Embrapa ressaltou que, para as tecnologias da empresa poderem ser aplicadas na agricultura familiar, é preciso que outros programas estejam em prática. "Não somos a primeira mola propulsora de tudo isso. Tem uma série de outras políticas públicas que tem que vir antes da gente para essas pessoas [pequenos produtores] estarem aptas a receber essas tecnologias".

Quanto aos produtores mais pobres, Arraes defende que a assistência técnica seja oferecida permanentemente nos programas do governo. "O problema é que tem um contrato de dois ou três anos e depois desse tempo aquilo ali se desmancha e não cria o compromisso do agrônomo com as pessoas". Para ele, os produtores precisam se organizar mais em suas regiões e seguir iniciativas bem-sucedidas para receber assistência técnica de qualidade. O governo também deve incentivar o cooperativismo e associativismo, que " são fundamentais para os pequenos agricultores".

O presidente da Embrapa citou com exemplo positivo um modelo seguido por produtores de Goiás. "Eles pagam um técnico agrícola para cada15 produtores. Para cada grupo de técnicos, também tem um agrônomo responsável a quem a Embrapa pode passar os conhecimentos para serem multiplicados. Eles produziam de 3 a 5 litros de leite quando começaram e, hoje, alguns deles estão produzindo 300 litros", disse.

Segundo Arraes, é preciso um debate sobre as necessidades dos produtores. No cenário atual, grande parte dos profissionais que prestam assistência técnica no país é contratada por empresas de fertilizantes, defensivos e sementes. "Nada contra, mas eles defendem o interesse dessas grandes companhias e, nem sempre, o interesse delas é o interesse dos produtores. Você tem o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar [Pronaf] que tem que fazer projetos, mas muitas vezes o agrônomo não vai às propriedades". Tribuna do Norte

sábado, 12 de novembro de 2011

Incra lança chamada pública para contratar assistência técnica em assentamentos

assentamentosA superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Rio Grande do Norte publicou edital de abertura de chamada pública para contratação de entidades e instituições executoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) nos projetos de assentamento implantados no Estado.
No total, serão investidos cerca de R$ 22 milhões para atender 16.733 famílias, divididas em 27 lotes, localizados em 243 projetos de assentamento em todos os dez Territórios da Cidadania do Rio Grande do Norte.
A ação visa atender trabalhadores rurais assentados com a implementação de um trabalho de assistência técnica, que tem o objetivo de melhorar as práticas agrícolas e produtivas do campo, portanto, sua produção, produtividade e a qualidade de vida das famílias assentadas.
Na região Oeste, 88 assentamentos serão beneficiados diretamente com a ação, com investimentos na ordem de R$ 8,9 milhões. O assentamento Maisa, o maior do RN, terá uma ação diferenciada dos outros 242 assentamentos contemplados com a Ater.
O Projeto de Assentamento Maisa foi criado na perspectiva de se trabalhar principalmente com irrigação, o que requer acompanhamento quase diário. Lá, as atividades de caráter individual foram pensadas de duas maneiras.
Somente para a Maisa está destinado cerca de R$ 1,33 milhão para contemplar 1.078 famílias. As visitas serão realizadas por meio de expediente em campo, segundo o superintendente do Incra no Rio Grande do Norte, Walmir Alves.
Para isso, a instituição contratada deverá manter dentro do referido Projeto Agrário uma equipe de no mínimo três profissionais da área de ciências agrárias para dar expediente no assentamento de cerca de 30 horas semanais durante, cinco dias por semana. Para qualificar ainda mais este acompanhamento, é necessário que o médico veterinário esteja presente na equipe.

Fonte: O Mossoroense

quinta-feira, 31 de março de 2011

ENCONTRO TERRITORIAL DE ATES






O Encontro Territorial que aconteceu ontem (30) no município de Apodi reuniu diversos agricultores, além de técnicos e entidades de ATER.

A EMATER foi representada por técnicos de Apodi, Mossoró, Almino Afonso, Olho d'água do Borges, Patú e Felipe Guerra.

Ainda de Felipe Guerra esteve participando o Centro Pedra de Abelha e o STTR.

Esteve presente o Gestor Regional da EMATER Mossoró Fagner Brito.

O evento foi considerado de extrema importância para a extensão rural do Estado do RN.

Fonte: Blog Emater Apodi (texto Adaptado)
Fotos: Marcela Felix (Analista de Extensão Rural EMATER/Apodi)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

MDA VAI INVESTIR R$ 5,7 MI EM CAPACITAÇÃO



O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) iniciou ontem (29) a terceira etapa de implementação da Lei 12.188/10 de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) de seis chamadas públicas para a prestação de serviços aos agricultores familiares do Rio Grande do Norte nos Territórios da Cidadania Açu-Mossoró, Alto Oeste, Mato Grande, Potengi, Sertão do Apodi e Seridó. Os trabalhos estão orçados em R$ 5,7 milhões e vão beneficiar 7.200 famílias agricultoras.

As chamadas públicas estão disponíveis no portal do MDA. As entidades terão 30 dias para apresentar projetos, contados a partir da data de publicação no DOU. O prazo final para o envio de projetos para esta terceira etapa é dia 29 de novembro.
Segundo o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar (DATER/SAF) do MDA, Argileu Silva, o foco na demanda efetiva dos agricultores familiares permite que os serviços de assistência técnica e extensão rural sejam, cada vez mais, um elemento estratégico no processo de desenvolvimento sustentável.

A seleção das propostas será baseada em critérios exclusivamente técnicos, valorizando a entidade que tenha experiência em atividades de ATER, que apresente metodologia de trabalho compatível com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar (PNATER) e o currículo da equipe técnica.
Só poderão apresentar propostas as entidades previamente credenciadas nos Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS). A prestação de serviços será fiscalizada pelas Delegacias Federais do Desenvolvimento Agrário (DFDA) nos estados. O público beneficiário e o valor da prestação dos serviços já foram determinados pelo MDA.

Credenciamento de entidades
A nova ATER começou a ser implementada em julho de 2010. A primeira e segunda etapas de publicação de chamadas totalizaram 86 editais para a prestação de serviços de Ater. A nova ATER foi criada pela Lei 12.188/10, que institui a Pnater e cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (PRONATER).

O MDA, em conjunto com os Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), está credenciando instituições encarregadas de executar a assistência técnica. Para se cadastrar, a instituição poderá ter ou não fins lucrativos, deverá atuar no estado em que solicitar o credenciamento e ter pessoal capacitado para esse trabalho. Deverá, ainda, estar legalmente constituída há mais de cinco anos, caso não seja entidade pública. Mais informações sobre o credenciamento: http:// www.mda.gov.br/portal/institucional/novaleideater.

Fonte: Tribuna do Norte