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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Funcionalismo // Sindicatos ameaçam novas greves

Ainda faltam 16 dias para a chegada de 2012, porém a expectativa não é das melhores no âmbito do serviço público para o ano que se avizinha. Pelos menos três sindicatos apontam a possibilidade de realizarem greve no inicio do ano visto que os planos de cargos, carreiras e salários aprovados pelo Governo do Estado, em 2010, não estão sendo cumpridos pela atual gestão e que nenhuma proposta foi apresentada nas reuniões dos últimos três meses.

Dessa forma, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Snte/RN), Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta (Sinai) e Sindicato dos Técnicos da Tributação (Sintern) podem paralisar suas atividades no início do próximo ano. Apesar dessa possibilidade, a palavra de ordem ainda é negociar.

Os planos de cargos, carreiras e salários aprovados em 2010 beneficiam diretamente 12.400 servidores, sendo 8 mil da educação, 3.400 da administração indireta e 600 da tributação. Em entrevista coletiva ontem à tarde, representantes dos sindicatos informaram que os planosde cargos foram aprovados ano passado, porém as categorias só receberam 30% do total previsto. Os outros 70% seriam pagos nos meses de março e junho. No processo de negociação iniciado em março, entretanto, o governo transferiu o pagamento para maio.

No final do referido mês os servidores públicos entraram em greve, mas somente em 8 de julho o governo assinou um termo de compromisso em que garantia a regularização da situação dos servidores que ainda não haviam sido beneficiados com a implantação do plano de cargos. No termo, o governo assegura que o pagamento será feito de setembro a dezembro deste ano, em parcelas iguais, porém o impasse continua até o momento. A alegação é a impossibilidade de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, motivada pelo limite prudencial.

Na avaliação de Santino Arruda, presidente do Sinai, é provável que o governo do estado enfrente uma profunda crise no serviço público em 2012. "O governo tenta de forma macia nos enrolar, mas estamos atentos e unidos para lutar pelasnossas reivindicações", disse. Até o dia 13 de novembro deste ano o RN havia contabilizado 244 dias de paralisação de algum serviço público.

A reportagem não conseguiu contato com o secretário chefe do gabinete civil, José Anselmo Carvalho, que esteve presente na última reunião. (Erta Souza).

Diário de Natal

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Governo Rosalba diz “não” para o social

Se comparássemos o Governo Rosalba com o Papai Noel, teríamos um mau velhinho. Daqueles que, em vez de dar os presentes, tira-os. Não satisfeito em negar qualquer benefício a mais para os servidores neste Natal, o Governo deixa de conceder direitos já conquistados em Lei, como é o caso dos Planos de Carreira de diversas categorias.

Na última segunda-feira (12), O Governo recebeu mais uma vez os sindicalistas para tratar do tema. Abriu as portas do Gabinete, mas fechou a do cofre. O dinheiro que deveria ser usado para cumprir a Lei do pagamento dos Planos continua cuidadosamente trancafiado.

Rosalba já disse a que veio. Os recordes de arrecadação estufam os cofres públicos de dinheiro. No entanto, o Governo faz caixa, única e exclusivamente, para fabricar um Estado feito de concreto armado e, para tanto, se utiliza do dinheiro que deveria ser usado para valorizar o serviço público e seus profissionais.

O modelo Rosalba de Governar traz em si a máxima do atraso: “Tudo para o artificial, nada para o social”. O que importa se há prejuízo e luto no serviço público quando há festa de lucro nas empreiteiras? Importa muito! Enquanto um pequeno grupo de privilegiados festeja, os servidores e a população usuária do serviço público pagam pela visão atrasada do Governo. Educação, saúde, assistência social e rural, trânsito e segurança vão de mal a pior.

Não é à toa que a Governadora foi vaiada no lançamento das obras do aeroporto São Gonçalo do Amarante. Não é à toa que a população do Estado rejeita seu governo em todas as pesquisas.

A atitude do Governo não deixa outra saída aos servidores: a luta por seus direitos e pela valorização do serviço público. O movimento de funcionários públicos insatisfeitos que em 2011 deu ao Estado a alcunha de “Rio Greve do Norte”, tem tudo para se repetir com ainda mais força em 2012.

A luta que se desenha não será apenas a defesa do cumprimento de uma Lei que beneficia servidores. Ela traz na sua essência a defesa do crescimento do Rio Grande do Norte a partir do seu povo e não apenas de prédios e máquinas. Deverá ser a atitude popular para impedir que o Estado continue trilhando o mesmo caminho que levou Natal ao abismo em que se encontra. Trata-se, portanto, de uma luta de toda a sociedade norte-rio-grandense.

SINAI

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Servidores da FJA, EMATER e Detran suspendem greves

Os servidores da FJA, Detran e Emater decidiram suspender suas greves, iniciadas no dia 04/10. As categorias vão aguardar uma proposta do Governo sobre o pagamento dos Planos de Carreira, prevista para o dia 10/11, data em que a Governadora Rosalba Ciarline se comprometeu em apresentar uma solução para o impasse criado.

Os trabalhadores do Detran se reunirão em assembleia novamente no dia 14/11 e os da Emater no dia 17/11.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SERVIDORES DO IDEMA ENCERRAM GREVE

A decisão foi tomada através de votação hoje pela manhã, na qual todos os grevistas foram favoráveis ao fim do movimento.

Em assembléia realizada na manhã desta segunda-feira, 17, na sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), os servidores do órgão decidiram pelo fim da greve na instituição. A decisão foi tomada através de votação, na qual todos os grevistas foram favoráveis ao fim do movimento.

Em reunião ocorrida na última sexta-feira, 14, o presidente da Associação dos Servidores do IDEMA (ASSIDEMA), José Campelo e um grupo de funcionários já haviam comunicado que encerrariam a paralisação nesta segunda-feira, após a votação em assembléia.

“Nós estamos atendendo o apelo do diretor geral e por respeito a todos os servidores”, informou Campelo. O retorno ao trabalho ocorreu porque a categoria entende que em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Governo do Estado fica impossibilitado de atender o pleito que motivou a greve.

“Reconhecemos como legítima a greve dos servidores, mas nesse momento o Governo Estadual não pode atender às reivindicações em função da Lei de Responsabilidade Fiscal. Recebemos um voto de confiança desses servidores pois nos comprometemos a buscar, em um futuro próximo, o atendimento às reivindicações junto ao Governo do Estado”. Explicou o diretor técnico do IDEMA, Jamir Fernandes.

Fonte: ASCOM